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Dicas de Oratória

Publicado em Oratória & Comunicação

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42-15586327DICAS PARA CONTROLAR O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO

O medo de falar precisa ser enfrentado. Para enfrentá-lo, é preciso conhecer suas causas.

Medo é um mecanismo de defesa que surge, nas horas difíceis, para nos proteger. Já vimos que ao sentir medo liberamos adrenalina na corrente sangüínea. O excesso de adrenalina provoca um descontrole geral do organismo. Surgem sintomas: aumentam as batidas do coração, pernas ou mãos trêmulas, mãos suadas, voz insegura, riso nervoso, descontrole dos movimentos dos braços, mãos e pernas, gagueira, “calorão”, “calafrio”, angústia e “branco”. Perde-se a seqüência do assunto, vêm a sensação de dar vexame ou ser ridículo, tiques e vontade de andar de um lado para o outro. Cada pessoa reage de uma forma e é comum a ocorrência de mais de um sintoma. Não existe fórmula milagrosa.

A seguir recomendações que o ajudarão a controlar o medo:

1. Domine o assunto sobre o qual irá falar. Não acredite na sorte, no improviso, porque só com seu estudo e esforço obterá êxito. Se não tiver tempo para dominar totalmente o assunto, use apoios como anotações para consulta ou projeções. Não abuse destes recursos para não evidenciar falta de preparo. Procure saber mais do que irá expor. Imagine as perguntas que a platéia poderá fazer. Estude as respostas. Reduza as possibilidades de risco de se perder, esquecer ou confundir assuntos. Quando não dominamos a matéria temos medo de esquecer algo, não sabermos a resposta para as perguntas da platéia, não sermos eficientes na argumentação e passarmos por inseguros ou incompetentes.   

2. Pratique, pratique e pratique o que vai falar. O ensaio é importante para você fazer uma

boa apresentação. Organize uma seqüência ideal para falar. Reorganize se preciso. Cronometre

o discurso sempre! Respeite o tempo da platéia. Treine em casa e no local um pouco antes da

apresentação. Siga as dicas para o ensaio:

  • Use inicialmente suas anotações. Depois, aos poucos, livre-se delas.
  • Só use anotações em última necessidade.
  • Pratique situações em que você olha seu roteiro e em seguida volta o olhar para a platéia.
  • Desenvolva a espontaneidade dominando totalmente o tema. Ganhará confiança.
  • Depois que ensaiou olhando as anotações, treine falar de improviso, sem uso de roteiros, para inspirar mais credibilidade diante da platéia.
  • Pratique usando gestos, variando a intensidade da voz e a velocidade, as pausas, depois decida qual o modo ideal de comunicar determinado ponto.
  • Pratique na frente do espelho para se observar.
  • Pratique na frente de amigos e peça para que corrijam você quanto à postura, gestos, fisionomia, tiques, vícios de linguagem e intensidade da voz. Seja receptivo às críticas ou sugestões.
  • Tente reproduzir as condições da apresentação para tornar mais real o ensaio.
  • Cada vez que você ensaia percebe que sua fala acaba sendo um pouco diferente do que ensaiou. É assim mesmo. Na sua memória ficam os pontos principais que servem de gatilho para você improvisar o resto.

Quando não temos prática ou experiência para falar receamos ter de enfrentar situações difíceis e demonstrar nosso nervosismo e falta de prática diante de público. Problemas técnicos, falha de equipamentos e a inabilidade para lidar com eles também podem causar medo. Conclusão: prepare-se para falar ensaiando muito!

3. Procure se conhecer. Identifique seus pontos fracos e também os positivos. Na sua infância pode ter construído uma auto – imagem negativa; agora poderá reconstruí-la gerando a autoconfiança que precisa. O autoconhecimento permite que a pessoa saiba quem é, como os outros a vêem e ouvem. A imagem que fazemos da nossa pessoa pode ser pior do que aquela que os outros de fato observam. Como não trabalhamos psicologicamente estas situações, fixamos uma imagem ruim a nosso respeito. Ao falar em público, nervosos, imaginamos que a imagem transmitida é ruim. Se você não se conhece, é certo que ficará inseguro diante de uma situação estressante como é falar em público.

4. Faça contato com os ouvintes antes de falar. Isto funciona como quebra-gelo. Você ficará mais à vontade por não ter de lidar com ouvintes totalmente estranhos. Cumprimente os ouvintes na entrada do auditório.

5. Use todas as possibilidades para falar em público. Nas reuniões de condomínio, empresa, igreja, clube e sala de aula. Quanto mais apresentações realizar, ganhará mais autoconfiança.

6. Não eliminamos totalmente o medo. O que precisa ser combatido é o medo excessivo. Oradores experientes controlam o medo. Sempre haverá algo desconhecido que nos deixa com receio. Isto é positivo porque nos mantém atentos. Uma pessoa totalmente segura, correrá o risco de se tornar negligente. Excesso de confiança pode deixar uma pessoa arrogante. Trabalhe para controlar o medo, não para eliminá-lo.

7. Canalize a energia do nervosismo para o entusiasmo. O nervosismo pode ser transformado em energia positiva e emoção. Aproveite a energia nervosa e coloque emoção nas palavras. Dê vida ao discurso. Adrenalina e emoção são duas coisas intimamente ligadas. Faça-as trabalharem em sintonia, não uma contra outra.

Texto extraído da apostila do nosso curso de Oratória. 

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Um abraço,

Flávio Pereira

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3 Comentários | Comente!

  • 1

    Pedro | 07/10/2009 às 15:56

    Muito bom, bem explicado… ajuda muito!

  • 2

    rosangela | 15/11/2009 às 9:26

    obrigado querido vou fazer uma oratória na minha formatura e tudo isso que vi no teu blog me ajudou muito

  • 3

    lucas ferraresi | 15/12/2009 às 11:30

    nuss mtu obrigado…minha formatura vai ser depois de amanha e me deu uma acalmada para falar oq eu escrevi…soh queria saber de uma coisa…como eu faço para saber oq eu devo escrever no meu discurso? vlw abraço

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